sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Morte e Vida Stanley parte 3

Boa tarde pessoal,

então, hoje finalmente terminamos a sessão de xilogravuras baseadas na música Morte e Vida Stanley do grupo Cordel do Fogo Encantado...

Vamos aos desenho!

Miguel:
Cézar:


Liamara:

Fer A:

Thaís:

Terminada as postagens com os desenhos, as próximas serão os cordéis escritos em sala de aula!


na vitrola: Mourão - Guerra Peixa
Particularmente gosto muito dessa música, ela foi composta por Guerra Peixe, um compositor carioca que estudou elementos da cultura nordestina para algumas de suas obras da década de 50. É perceptível, nessa música, um toque bem regionalista visivelmente influênciado pelo folclore do Nordeste.
Lembrando que o termo mourão é usado para designar o tronco em que amarram o boi para em seguida matá-lo em um ritual que compõem o folclore do Boi-bumbá.

E por hoje é só!
Até a próxima

Larissa

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João Martins de Athayde

Athayde foi o maior editor da literatura de cordel de todos os tempos. Em 1921, ele comprou da viúva de Leandro Gomes de Barros os
direitos autorais do grande poeta. A partir ele passou a editar também os poemas
de Leandro. O que atrapalhou muitos pesquizadores foi o fato de ele
omitir o nome original e colocar apenas o seu. Na época, porém, isso não
era considerado motivo de censura, pois os poemas de Leandro eram conhecidos por
todo o mundo. Além disso, Athayde sempre se declarava "editor
proprietário".
Em 1950, vendeu todos os seus direitos
(inclusive os que tinha adquirido) para José Bernardo da Silva, que se
estabelecera em Juazeiro do Norte, co a tipografia São Francisco. Desta maneira,
deslocou-se para o estado do Ceará o maior conjunto publicável de literatura de
cordel.
João Martins de Athayde foi, ele próprio, também um grande poeta.
Escreveu centenas de poemas, como História de Joãozinho e Mariquinha,
História do Valente Vilela e Historia de Roberto do diabo
(esta última, uma
lenda medieval).

Foi na época de João Martins de Athayde que a literatura de cordel conheceu seu
apogeu. Milhares de folhetos saíam semanalmente da folheteria de Athayde e
cobriam todo o Nordeste, o Norte e algumas comunidades do Rio de Janeiro. Ele
próprio se orgulhava de que nunca tivera que vender seus próprios folhetos.
Tinha muitos agentes à sua disposição e era uma das pessoas mais conhecidas do
povo nordestino. Com sua doença e falecimento, a literatura popular perdeu um de
seus maiores esteios.


Romeu e Julieta no Sertão

Havia no Nordeste
Dois vizinhos apaixonados
Viviam no mais agreste
Cada um para seu lado
Romeu e Julieta
Numa terra de varados.

Mesmo sendo vizinhos
Não podiam nem se olhar
E, portanto, seus caminhos
Não podiam se cruzar
Tudo por causa das famílias
Que só sabiam se enfrentar.

Tudo começou com Capuleto
Um Duque muito vil
Resolveu aniquilar e vencer
Com o Conde Montéquio
Para a tristeza do Conde aprisionado
Viu sua mulher morrer, a sangue frio.

Romeu prometeu vingança
Mas isso não aconteceu
Pois a paixão por Julieta
Logo, logo apareceu
Mas foram separados
Isso foi o que sucedeu.

Romeu e Julieta
Decidiram então fugir
Na calada da noite
Depois dos pais dela dormir
Mas em um forte estrondo
Acordou Capuleto e não deu tempo de fugir.

Romeu teve que agir
Pegou logo seu punhal
e no Duque fez cair
Capuleto teve um trágico fim
Mas por trás venho a esposa
Que em Julieta deu um fim.

Romeu enraivecido
Matou a mulher duas vezes
Deu duas facadas
Na terceira já havia morrido
Depois vendo que tudo se acabou
Romeu sua própria vida tirou.

Autor: Juliano Cesar de Lima
Editor: Juliano Cesar de Lima